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Tudo sobre o IPO da Estapar (ALPK3); IPO com preço de R$ 10,50

A operadora de estacionamentos Estapar fixou o preço de R$ 10,50 por ação em sua oferta pública inicial (IPO), no piso da faixa indicativa, que ia até R$ 13, com a empresa levantando R$ 345,3 milhões.

O valor total da oferta era\xa0estimado em R$ 336 milhões, considerando o\xa0preço por ação, médio de R$ 11,75  da faixa indicativa.

O código para negociação na B3 será (BOV:ALPK3) e\xa0estreia da Estapar na B3\xa0está prevista para 15 de maio de 2020, com suas ações listadas no\xa0 Novo Mercado.

As informações foram divulgadas pela\xa0Comissão de Valores Mobiliários (CVM)\xa0que tinha protocolado o pedido de abertura de capital no dia 6 de março.

Após a finalização do IPO é esperado que a companhia tenha um\xa0 Free Float\xa0de 59,5% do seu capital social, bem acima do percentual exigido de 25% no segmento Novo Mercado de governança corporativa da\xa0 B3.

A oferta da Estapar é a primeira operação de ações no mercado de capitais brasileiro desde o início da pandemia. A maior parte dos recursos levantados na operação devem ser\xa0destinados para o pagamento da concessão onerosa do serviço de estacionamento rotativo (“zona azul”) no município de São Paulo.

É\xa0uma concessão de parceria público-privada (PPP) com a cidade de São Paulo para a gestão dos estacionamento de rua, as chamadas “faixas azuis”.

Conforme o prospecto preliminar, a abertura de capital da\xa0 Allpark\xa0terá uma oferta primária de 28.600.000 novas ações, e oferta secundária de 1.234.430 ações, que atualmente pertencem a sócios da empresa.

O banco\xa0 BTG Pactual\xa0será responsável por coordenar a oferta da dona da Estapar.

A Allpark é uma empresa brasileira, fundada em 1981 em Curitiba, que atua como administradora de estacionamentos. Desde 2009,\xa0o\xa0 BTG Pactual\xa0é o controlador da empresa com\xa0uma participação de 49,5%. Os antigos donos possuem 2,7% da companhia.

Outras empresas sócias da administradora são a Equity\xa0International, com 30,2%,\xa0Bozano Investimentos, com 11,5% e\xa0Franklin Templeton, com 6,1%.

A Estapar, principal rede de estacionamentos da Allpark, conta com 400 mil vagas de garagem que estão distribuídas em 77 cidades brasileiras.

A empresa atua também em 23 cidades com o sistema Zona Azul. Segundo informações disponíveis no site da companhia, atualmente, a empresa conta com 6,5 mil funcionários e atende cerca de 15 milhões de clientes por mês.

“Nos últimos anos, estabeleceu seu processo de liderança na América Latina assumindo operações de grande porte em concessões privadas e públicas nos maiores aeroportos, além das maiores arenas esportivas do Brasil, liderando vários segmentos como hospitais, universidades, empreendimentos comerciais de alto padrão, shopping centers, entre outros”, informou a\xa0 Estapar.

Além de manter operações, nas maiores arenas esportivas do Brasil, liderando vários segmentos como hospitais, universidades, empreendimentos comerciais de alto padrão, shopping centers, entre outros.

Os principais segmentos de atuação da companhia são:

Nos últimos 10 anos, os\xa0 contratos privados de longo prazo, concessões públicas e operações próprias\xa0passaram a representar 77% do lucro bruto da companhia.

Esta distribuição é resultado da sua estratégia voltada a uma plataforma baseada em contratos de longo prazo e ativos próprios de real estate com margens superiores.

Com isto, a Estapar ganhou maior volume em suas margens, passando de uma margem ebitda ajustada de 6% em 2019\xa0 para 34,4% em 2019, levando em consideração os impactos da adoção do IFRS 16.

Conforme o último balanço de resultados que foi divulgado pela empresa, a Allpark registrou um prejuízo de R$ 848 mil em 2018. Em 2017, o valor foi negativo em R$ 2,908 milhões. Já em 2016, o balanço ficou no vermelho em R$ 3,828 milhões.\xa0 A receita líquida da empresa somou R$ 979,233 milhões em 2018, R$ 952,194 milhões em 2017 e R$ 861,881 milhões em 2016.

Vale ressaltar que o balanço\xa0 da\xa0 Allpark\xa0divulgado em 2018, referente também aos anos de 2017 e 2016, precisou ser reapresentado após erros contábeis.

As operações da companhia estão sujeitas a diversos riscos, que podem apresentar um impacto adverso nos resultados da companhia e consequentemente no preço de suas ações, como baixa eficiência dos gastos públicos e desajuste fiscal estrutural.

A companhia ressaltou que como consequência das medidas de distanciamento social, suas operações foram impactadas após a pandemia.

Resultando em uma queda de aproximadamente 80% do faturamento da empresa, na comparação com abril de 2019.

A empresa também corre o risco de\xa0não conseguir a renovação de contratos de locação e renovar os contratos de locação em situações menos favoráveis mostrando grande\xa0dependência de concessões públicas.

Por outro lado, a empresa é a maior operadora de estacionamentos do Brasil, com forte capilaridade nacional e presente em localizações estratégicas, gerando um alto nível de inteligência de mercado.

A companhia também tem \xa0uma estratégia de\xa0atuação bem implementada, facilitando a identificação de oportunidades no segmento de mobilidade urbana, além de atuar em um mercado com grande potencial de crescimento.

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